5.12.11

Na agulha


Com que arma se mata o tempo?
Será que a sorte vem?
Mato e morro tentando chegar
Meus receios vem pra desarmar
O tempo se mata morrendo também
há quem conte o tempo e morre contando
há quem foge do tempo e morre fugindo
há quem perde o tempo e morre perdendo
há quem ganha tempo e morre perdendo
há quem...
Cada célula que morre afogada no álcool, no éter, na água, no ar, no nada
viveu pra chegar ao fim
pra ser e brilhar
porque tudo que empalha tem o valor das pinturas
inerte o mito se forma
E soberana é a vontade de quem vive pra morrer
é a verdade que o tempo faz conhecer


Luna Pla♀ha

5.11.11

Ciclos


Hoje acordei com os sonhos à flor da pele
Com vontade de mudança, de fazer o novo acontecer
Já dizia meu mestre pré-socrático tudo é movmento
A inércia nunca me pertenceu, mesmo quando tomada pelo ócio criar é meu prazer
Da vida sei pouco, cada dia descubro algo e redescubro outras coisas que pensava saber
Espanto e admiração

Luna Pla♀ha

1.11.11

Rotina

Estou o avesso de tudo que acreditei ser
Tô virada pra fora, exposta, ao contrário
Não ouço o que dizem: sigo minha intuição
E ela quer todos os meus segredos
O mundo que se divide em mim é único
O único no qual sobrevivo
A sobrevida é algo que vai além do respirar
E eu vou...


Luna Pla♀ha